quarta-feira, 7 de outubro de 2009

pasión

vieira de leiria, 07-10-2009 - 00h11

um dos meus vícios é a música e, para tal, acompanho a carreira de alguns cantores/grupos através dos álbuns que lançam no mercado.
uma das cantoras que acompanho há alguns anos, é uma das divas da música mundial de seu nome sarah brightman, a qual admiro bastante pois tem uma voz excepcional e que se tornou famosa pela participação no musical "the phantom of the opera". costuma, muitas vezes, associar a sua voz a duetos com cantores de renome desde jose carreras e andrea bocelli até, mais recentemente, chris thompson, alessandro safina e fernando lima.
há dias estava a ouvir o último album de seu nome "symphony - live in viena" e fiquei muito agradado por este seu novo trabalho. a perfeita combinação de banda com orquestra e coro.
de todas as músicas, uma entrou nos meus ouvidos e pouco depois parecia que a conhecia há anos, o que era impossível pois, após pesquisa, fiquei a saber que foi uma música feita há pouco tempo para uma telenovela mexicana.
trata-se de um dueto com fernando lima e o tema é "pasión".

deixo aqui o video



e também a letra

Sueñas con un amor
Puro, sin condición
Fuerte, eterno como el sol
Con el que se dibuja una pasión

Sueñas con un amor
Limpio, con devoción

Libre, sacar las alas del corazón
Y Volar a dónde anida la pasión

Chorus:
La pasión, es como un viento inquieto
Que se convierte en libertad
Es saber que hay alguien más que vive
Deseando poderte encontrar
Es viajar sin miedo entre las estrellas y la inmensidad
Es atravesar el fuego, caminar sobre las aguas
Convertir un sueño en realidad
La pasión es ésa fuerza inmensa
Que mueve a toda la creación
Es saber que alguien te está esperando
Mas allá dónde se oculta el sol
Es borrar por siempre de tí la palabra soledad
Son dos almas que se unen llegando así a la eternidad

Nunca te faltará
Alguien en quien confiar

Un ángel que de la mano te llevará
A descubrir un mundo de pasión

Chorus:
La pasión, es como un viento inquieto
Que se convierte en libertad
Es saber que hay alguien más que vive
Deseando poderte encontrar
Es viajar sin miedo entre las estrellas y la inmensidad
Es atravesar el fuego, caminar sobre las aguas
Convertir un sueño en realidad
La pasión es ésa fuerza inmensa
Que mueve a toda la creación
Es saber que alguien te está esperando
Mas allá dónde se oculta el sol
Es borrar por siempre de tí la palabra soledad
Son dos almas que se unen llegando así a la eternidad

Vives con un amor
Fuerte, sin condición

Libre, sacar las alas del corazón
Y Volar a dónde anida la pasión

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

o que eu te quero dizer

vieira de leiria, 07-09-2009 - 01h26

já passam mais de quatro meses desde o meu último post mas o blog nunca está esquecido.
todos os dias venho a adiar, o que me custa fazê-lo...
sei que o que escrevo é quase cem por cento sobre o mesmo e isso cria alguma monotonia ao blog mas quando criei o blog foi com a intenção de desabafar sobre o que me faz sonhar dia após dia...
sei que um dia esse sonho tornar-se-á realidade e aí, apenas com consentimento, publicarei o viver o sonho em toda a sua plenitude.
até lá, o sonho continua vivo!
quem me conhece sabe que não vivo sem música e, apesar de inúmeras músicas que possuo, tenho uma espécie de "best of" que vai aumentando sempre que posso.
nessa lista posso encontrar desde dance, trance, pop, rock, pimba, fado até mesmo brasileiras (poucas!) que ouço sempre que posso e é adequada ao estado de espírito que tenha no momento...
há pouco estava a ouvir uma de seu nome "O Que Eu Te Quero Dizer" dos Pólo Norte e pensei para mim mesmo" ganha vergonha e vai escrever alguma coisa, nem que seja o que te vier à telha... e aqui estou...
no final deste post fica a letra da música que estava a ouvir na altura, que entretanto já passou por Metallica com "Sad But True" e neste momento se faz ouvir Marie-Élaine Thibert em "Pour Cet Amour"...
já por várias vezes pensei em escrever algo diferente da "linha" que sigo e criar um novo blog com essa variante, mas depois passa a ter as pausas que este costuma ter ou maiores, por isso gostaria de ter a tua opinião sobre ter as duas "linhas" neste blog.
para isso conto com a opinião de quem lê este blog sobre o que devo fazer...

conto convosco!

aqui fica a letra da música "O Que Eu Te Quero Dizer" dos Pólo Norte dedicada àquela que me aparece nos sonhos e faz com que tudo pareça simples...


Quero-te revelar
O meu maior segredo
Sempre te quis amar
Mas tive sempre medo
De me aproximar
Dizer-te aquilo que pensava

Ouço a tua voz
Vinda lá do fundo
Se ficarmos sós
Neste nosso mundo
E agora sei, que o amor
É tudo ou nada

Diz-me que vale a pena
Alma que me condena
Diz-me que vale a pena
Dizer-te o que eu te quero dizer

E o meu coração
Vive num dilema
Será que este amor
Vale mesmo a pena
Ou será melhor
Deixar tudo assim à margem

E a palavra amor
Que nós já gastámos
Fica sempre a dor
Se assim ficarmos
Deste nosso amor
Resta só a tua imagem

segunda-feira, 20 de abril de 2009

parabéns

vieira de leiria, 20-04-2009 - 01h18

antes de mais, uma pequena observação. ao escrever "o meu farol" tornou-se a primeira vez que escrevi no mês de abril em quase cinco anos de blogger.
o dia de hoje, segundo algumas pessoas, é um dia importante para o corpo que ocupo pois faz anos que nasceu neste mundo imperfeito.
este corpo, tal como todos os outros, que alguns apesar de não se acharem assim, também tem algumas imperfeições.
ao ler isto deves estar a achar estranho e a perguntares a ti mesmo "como é que este gajo pode dizer isto dele próprio"...
pois muito bem, eu passo a explicar.
eu sou o pensamento deste corpo, mas não o pensamento que as pessoas conhecem por conviver com ele. o pensamento que as pessoas conhecem é aquele de alguém que gosta de rir, brincar com as situações, dar um terceiro ou quarto sentido a frases que se dizem ou ouvem e muitas outras qualidades e defeitos como todos os corpos.
sou o pensamento que o meu corpo não mostra, que é íntimo, que se esconde por detrás das palavras escritas. o pensamento dos sentimentos que gostava que o corpo mostrasse.
é uma maneira de auto-defesa que foi criado há alguns anos atrás.
tal como todos os corpos, também o meu ama. mas ao amar tem receio de, ao contar à pessoa que ama aquilo que o pensamento escreve, não ser correspondido e estragar a relação de amizade que possa haver. o meu corpo não gosta de ver a pessoa que ama, sofrer pois sofre também. sente aquela dor dilacerante no peito que impede respirar e faz ficar a pensar porque o fez...
há quem chame "cromice" a isso e eu estou plenamente de acordo, este corpo é mesmo um daqueles cromos muito raros que faz com que se comprem muitas saquetas na vã esperança de um dia calharem. o problema é que esses cromos não são feitos, é uma estratégia de marketing...
mas voltando ao dia de hoje, o que o meu corpo vê ao espelho não corresponde ao que o outro pensamento dele, o que as pessoas conhecem, conhece. um dia poderá vir a corresponder mas para isso será preciso muita força de vontade e principalmente de incentivo.
quem sabe se ao chegar esse dia, não serei eu o pensamento dominante deste corpo? assim o espero, eheh...
bem, só me resta desejar um bom dia ao meu corpo. que seja um dia que ele esteja com as pessoas que gosta e que as pessoas que dele gostem se lembrem deste dia e mandem uma mensagem nem que seja apenas a dizer "parabéns cromo".
espero que para o ano cá estejamos novamente mas que seja um post diferente. menos confuso para ti pois acredito que deves ter parado algumas vezes para reler e perceber...
apenas algo que quero esclarecer, quando escrevo todas as letras deste blog, são todas profundamente sentidas tanto por mim como pelo meu corpo, com a diferença do corpo não o demonstrar...
parabéns corpo!!!

e como se costuma dizer "não duas sem três", pode ser que ainda surja um terceiro post este mês. depende da disponibilidade do meu corpo...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

o meu farol

vieira de leiria, 06-04-2009 - 01:10


durante meses sonhei com o momento em que, finalmente, poderia navegar pelo mar fora, sentido as suas ondas contra o meu novo casco pintado de vermelho e protegido por uma nova marca de verniz.
ao fim de tanto tempo parado no estaleiro, este era o primeiro dia da minha nova vida...

em tempos naveguei dias a fio pelo mar calmo que, por vezes, se tornava tempestuoso e sempre voltava ao cais são e salvo.
certo dia deparei-me com uma enorme tempestade, a maior que algum dia me surgira.
enfrentei-a com todas as forças que tinha mas, após tantas tempestades enfrentadas, a minha estrutura estava enfraquecida e não aguentei. fui despedaçado pelas fortes ondas que a tempestade trouxe consigo. lutei com bravura mas no final perdi partes do meu casco e quase naufraguei.
consegui chegar à costa com muitos ferimentos e não julgavam que conseguiria voltar a navegar.
durante meses estive em terra firme ora a ser reparado ora à espera de material para usarem em mim. foi uma fase menos boa da minha vida mas sabia que um dia voltaria a navegar e sentir aquele cheiro a sal, ver as gaivotas a tentar chegar ao peixe dos barcos de pesca. simplesmente a viver.
até que finalmente esse dia chegou e estava radiante e nervoso por voltar a ser quem era.
vieram algumas pessoas ver como eu tinha ficado lindo com a minha cor vermelha e brilhante ao sol devido ao verniz. este verniz tinha um cheiro diferente do anterior mas o que importava era que me tinha de habituar a ele pois sabia que me ia proteger a cor.
estava tão contente que nem me apercebi que tinha chegado a hora de voltar à agua. finalmente!
desci lentamente por um caminho feito com rolos de madeira até que... entrei imperial na água salgada que banhava o estaleiro. que sensação tão boa. sei com toda a certeza que se tivesse olhos eles verteriam lágrimas de contentamento.
como sabia bem a água a bater contra o meu casco novamente, que sensação imensurável de liberdade.
fui logo para o mar, rasgando as suas ondas por onde passava. que saudades tinha destes momentos que tão bem conhecia. voltei a ver as bandos de gaivotas, cardumes de peixes que tentavam fugir das redes de pesca, a ver o brilho do sol na água salgada. estava novamente vivo.
passaram horas sem que eu desse por elas passarem até que ficou tudo escuro pela noite à minha volta. apercebi-me que estava sozinho. um ponto de luz no meio do mar. liguei o meu radar e tentei procurar o rumo para o cais.
de repente surgiram algumas ondas mais altas e o vento soprava com mais força até que a tempestade chegou até mim com tanta força que quase me virava por algumas vezes.
lutei uma vez mais com todas as forças que tinha mas a tempestade era muito forte. comecei a sentir as forças a fraquejar e a abandonarem-me até que vi ao longe o que me parecia ser o piscar de uma luz. instantes depois voltei a ver a mesma luz que piscava. só podia ser um farol, tinha de ser um farol.
tinha de chegar até ele mas para isso tinha que lutar, tinha de conseguir as forças que me estavam a faltar. e foi o que fiz, voltei a lutar contra a tempestade e naveguei em direcção à luz que vinha do farol.
finalmente consegui chegar ao cais são e salvo graças à luz do farol. fiquei radiante por estar novamente seguro e principalmente por ter sido com a ajuda daquele que viria a ser o meu farol.

tal como os barcos enfrentam as tempestades e são ajudados pelos faróis a encontrar o caminho até ao cais e portos de abrigo assim são as pessoas. passamos por muitas tempestades nas nossas vidas e, muitas das vezes, quando estamos prestes a desistir surge alguém que nos ajuda, que nos guia a seguir por um caminho diferente.
há casos ainda das pessoas que nos ajudam, não saberem que o estão a fazer e que se tornam importantes para nós.
na minha vida existe um farol desses que, não sabendo, me está a ajudar a seguir por um novo caminho.
o meu farol...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

e tu?

Vieira de Leiria, 14-02-2009 - 04:07

com as mãos nos bolsos vou andando sem rumo pelo passeio da rua deserta. ao longe o sino da igreja faz soar as horas. uma, duas... o denso nevoeiro não me deixa ver a torre da igreja onde está o sino e o relógio. resta-me contar as pancadas que se fazem ouvir. três, quatro... quatro horas da manhã e não se vê ninguém na rua. apenas os carros que passam de vez em quando. as luzes dos candeeiros envoltas no nevoeiro criam um ambiente surreal.
envolto pelo nevoeiro caminho lentamente, bafejando para o ar e sorrindo ao ver a pequena nuvem de ar quente a espalhar-se no frio ar até desaparecer.
chego ao jardim e nele vejo alguns bancos de madeira. sento-me num deles e recosto-me confortavelmente.
fecho os olhos.
mil e uma imagens passam como flashes no meu pensamento. muitas recentes, muitas antigas, muitas de alegria, muitas de tristeza... deixo-me vaguear por todas elas como se não tivesse sido eu a vivê-las.
subitamente ouço um carro que pára e abro os olhos. bate uma porta e as luzes piscam indicando o fecho accionado pelo comando. diante do carro vejo um vulto parado. semicerro os olhos para tentar ver quem me observa.
caminhando a passos largos em minha direcção ouço o meu nome. esta voz... eu conheço esta voz... levanto-me e...
os meus olhos encontram os teus. dos mais lindos senão os mais que possam existir que alguma vez já vira. além de lindos, também doces e profundos.
perguntas se podes sentar a meu lado fazendo um pequeno gesto com a cabeça na direcção do banco, ao qual faço o gesto com a palma da mão indicando onde te podes sentar.
sentados lado a lado ficamos em silêncio por alguns momentos até que tiras a mão do bolso do casaco e procuras a minha no meu bolso entrelaçando os dedos nos meus.
sorrio.
olho para ti e retribuis-me um sorriso.
de um pulo levantas-te para, logo de seguida, te sentares no meu colo de frente para mim. os nossos lábios procuram-se e encontram-se. desde logo procuram conhecer-se melhor e cada vez mais cada milímetro existente. como que por ciúmes, os nossos corpos aproximam-se e são envolvidos pelos braços.
por segundos, minutos, horas ficamos assim... o tempo não importa, tudo o que nos rodeia não nos importa. sejam as situações, sejam as pessoas, sejam os passados. nada nem ninguém se irá intrometer entre nós.
apenas nos termos um ao outro. adormecer abraçados, acordar e sorrirmos ao ver a cara que cada um faz quando acorda.
partilhar sonhos, desilusões, alegrias, tristezas, sucessos, fracassos. mas acima de tudo amar-nos cada vez mais a cada dia que passa.
eu amo-te.
e tu?